Ocupação em Brasília: o que a marcha indígena muda para Rondônia

Milhares de indígenas de todo o Brasil, incluindo representantes de povos originários de Rondônia, marcham em Brasília nesta terça-feira (7) pela Esplanada dos Ministérios, no 22º Acampamento Terra Livre (ATL 2026). O ato é uma forte manifestação contra a aprovação de leis que ameaçam os direitos constitucionais dos povos indígenas e a demarcação de suas terras.

A principal crítica do movimento é direcionada ao Congresso Nacional, acusado de propor e aprovar leis contrárias aos direitos indígenas. A pressão do agronegócio e da mineração sobre territórios tradicionais também é alvo de denúncias. Os manifestantes carregam faixas com mensagens como “Congresso Inimigo dos Povos” e “Nosso Território Não Está à Venda”.

Principal crítica dos indígenas no Acampamento Terra Livre é dirigida ao Congresso.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Marco Temporal, tese jurídica que limita o direito dos indígenas a terras que ocupavam em 1988, é um dos pontos centrais da mobilização. Apesar de ter sido considerado inconstitucional pelo STF, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que impõe esse limite ainda está em tramitação no Congresso.

Para os povos indígenas de Rondônia, a luta pela demarcação de terras é crucial para a preservação de seus modos de vida e da cultura. A garantia da posse da terra é fundamental para a segurança alimentar, a saúde e a autonomia das comunidades. A ocupação em Brasília busca pressionar o governo federal e o Congresso a acelerar o processo de demarcação e a proteger os direitos indígenas.

A ex-presidente da Funai e atual deputada federal Joenia Wapichana destacou a importância de “aldear a política”, incentivando a participação indígena na esfera política e a defesa de seus direitos. Ela também ressaltou a necessidade de mais recursos para os órgãos de proteção indígena, como a Funai e a Sesai.

Com informações do Portal Amazônia.

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