A Embrapa Amazônia Ocidental apresentou a empresários do setor primário uma pesquisa para impulsionar a produção intensiva e sustentável de óleo de pau-rosa (Aniba rosaeodora). O projeto, liderado desde 2024 pelo pesquisador Edson Barcelos, visa superar os entraves que levaram à drástica redução da produção da espécie, que já foi um dos pilares da economia amazonense.
Historicamente explorada de forma predatória, a árvore é valorizada por seu óleo essencial rico em linalol, utilizado na perfumaria de luxo e na cosmética. A produção caiu de 500 toneladas/ano na década de 1970 para apenas 1.480 quilos em 2021. A FAEA (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas) pretende ampliar o conhecimento sobre o projeto para mais produtores.
A pesquisa foca na seleção de matrizes de alta qualidade, desenvolvimento de protocolos de clonagem por estaquia e definição de práticas agronômicas para reduzir perdas e aumentar a uniformidade dos cultivos. A Embrapa está estabelecendo uma coleção de trabalho com materiais genéticos de diversas procedências para apoiar a seleção e melhoramento da espécie, partindo de uma população inicial de 80 árvores-matrizes em Rio Preto da Eva (AM).
Em novembro de 2025, iniciou-se a retirada de galhos para produção de clones por enraizamento de miniestacas. A reprodução do pau-rosa também é estudada pelo Inpa, mas em ambiente laboratorial. A pesquisa busca consolidar um sistema de produção robusto e sustentável, avaliando época e altura da poda, espaçamento entre plantas, adubação e controle de pragas e doenças.

Com informações do Portal Amazônia.