Ter acesso a água potável em períodos de seca, energia para conservar produtos e canais de venda para a produção são demandas que unem a qualidade de vida à preservação da floresta na Amazônia. Para centralizar essas necessidades no planejamento público dos próximos anos, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) lançou a publicação “Amazônia que prospera: propostas de políticas públicas para a Amazônia Profunda”, com 11 recomendações para o ciclo 2027–2030.
A pauta sugere investimentos capazes de transformar a vida em aldeias e comunidades, como sistemas de água adaptados ao território, energia limpa para a produção, conectividade para saúde e educação, além de compras públicas que favoreçam alimentos locais. O documento possui caráter técnico e apartidário, sendo destinado a candidatos ao Executivo e Legislativo, gestores públicos e equipes de governo nas esferas estadual e federal

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“Muitos desses temas já fazem parte do debate público, mas aparecem de forma fragmentada. A Agenda busca reuni-los a partir da realidade da Amazônia Profunda e traduzi-los em propostas concretas para o próximo ciclo de políticas públicas”, explica Gabriela Sampaio, gerente do Programa de Políticas Públicas (Clima e Conservação) da FAS.
Entre as sugestões, destaca-se o aumento da compra de produtos da sociobiodiversidade e agricultura familiar para hospitais e escolas. O projeto Pirão no Prato, no Amazonas, é citado como exemplo de como conectar a produção sustentável à alimentação escolar. A FAS também defende a expansão de crédito, formação e acesso a mercados, especialmente para jovens e mulheres.
No campo da infraestrutura, o documento defende que a internet e a energia limpa atendam a escolas e postos de saúde, citando a experiência do SUS na Floresta como modelo de telessaúde. Para o abastecimento de água, a recomendação é o financiamento de sistemas descentralizados de captação e tratamento, priorizando as populações mais vulneráveis a contaminações e secas.
Por fim, a agenda propõe que a adaptação climática entre nos orçamentos públicos, com foco em segurança alimentar, hídrica e prevenção de incêndios. Também sugere a ampliação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e a transparência na distribuição de recursos do mercado de carbono para que as populações locais sejam beneficiadas.
Com informações do Portal Amazônia.