Quaest: na opinião de 48% dos brasileiros a economia piorou nos últimos 12 meses

Pesquisa Quaest revela que 48% dos brasileiros sentem que a economia do país piorou nos últimos 12 meses. Veja a análise completa

Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) aponta que 48% dos brasileiros acreditam que a economia do país piorou nos últimos 12 meses. O índice representa um aumento em relação aos 43% registrados em janeiro e fevereiro.

O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

A pesquisa detalha que 24% dos entrevistados afirmam que a economia melhorou, enquanto 26% avaliam que permaneceu a mesma. A percepção negativa é mais acentuada entre os eleitores independentes – considerados cruciais para a disputa eleitoral – onde 50% relatam uma piora na economia. Este grupo representa 32% do eleitorado e é composto por pessoas que não se identificam com as tradicionais polarizações políticas.

Além da avaliação geral da economia, a pesquisa abordou a percepção dos eleitores sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Apenas 31% afirmaram ter sido beneficiados, enquanto 66% disseram que não. A expectativa para os próximos 12 meses também é menos otimista, com 41% dos entrevistados acreditando em melhora (queda em relação aos 48% de janeiro e 43% de fevereiro) e 34% prevendo uma piora (aumento em relação aos 28% de janeiro e 29% de fevereiro).

A pesquisa também investigou a percepção sobre o preço dos alimentos e o poder de compra. 58% dos entrevistados relatam que o preço dos alimentos subiu, e 64% afirmam que conseguem comprar menos do que um ano atrás. No mercado de trabalho, 50% consideram que está mais difícil conseguir emprego, enquanto 40% acham que está mais fácil.

Os dados da pesquisa Quaest refletem um cenário de cautela e pessimismo em relação à economia brasileira, com a maioria da população sentindo os impactos da inflação e da instabilidade econômica. A percepção dos eleitores independentes, em particular, pode ser um fator importante nas próximas eleições.

Com informações do G1

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