Rede social de Trump cria serviço pago para bancos acessarem posts

A Truth Social, rede social pertencente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última quinta-feira (16) a criação de um serviço pago voltado para instituições financeiras. O objetivo é permitir que bancos e corretoras tenham acesso prioritário às publicações de contas influentes na plataforma.

O novo serviço, batizado de “Truth API”, tem previsão de lançamento para o dia 1º de agosto. Por meio desta ferramenta, os clientes assinantes receberão com maior rapidez as atualizações de 10 contas selecionadas, cujas postagens costumam gerar forte impacto nos mercados globais e influenciar a volatilidade de ativos financeiros.

De acordo com informações da agência Reuters, o Trump Media & Technology Group, empresa que controla a rede social, chegou a cogitar a cobrança de US$ 100.000,00 por mês pelo acesso. Outra modalidade oferecida seria um plano de US$ 60.000,00 mensais para contratos com validade de três anos.

A iniciativa representa a primeira incursão da empresa no licenciamento de dados, estabelecendo uma nova fonte de receita. No entanto, a medida já enfrenta críticas severas. Analistas e operadores do mercado financeiro alertam que o acesso privilegiado a informações pode criar uma desigualdade competitiva, beneficiando quem pode pagar pela rapidez da informação.

Além da agilidade nas postagens recentes, o serviço pago oferecerá cobertura ininterrupta e acesso ao arquivo completo de publicações desde 2022. A Truth Social afirmou que já possui clientes cadastrados para a nova modalidade.

O uso da plataforma por Donald Trump é estratégico para o mercado. O presidente frequentemente utiliza a rede para anunciar medidas econômicas, como a imposição de tarifas e restrições comerciais à China. Tais anúncios costumam provocar reações imediatas no câmbio e em bolsas de valores, tornando a rede social uma fonte crucial para investidores e instituições financeiras.

Críticos argumentam que Trump, na condição de maior acionista da plataforma, estaria transformando decisões de Estado e comunicações públicas em um produto comercial, lucrando diretamente com a função de presidente.

Em resposta às críticas, um porta-voz da empresa afirmou que diversas companhias já coletavam dados da Truth Social de forma irregular nos últimos meses, violando os termos de serviço. “Vamos criar muitos atritos para aqueles que não vierem diretamente até nós”, declarou McGurn em comunicado oficial.

Até o momento, a Trump Media & Technology se recusou a comentar se as publicações do próprio presidente entrarão na regra de acesso pago ou se a empresa pretende lucrar deliberadamente com o cargo de chefia do Executivo.

Com informações do G1

Deixe um comentário