Com a finalidade de impulsionar a restauração ambiental através de métodos de reflorestamento, a iniciativa ‘Restauração Ecológica de Paisagens: arborescer, memória e sonhos na trilha do Povo Gavião’ pretende recuperar 207 hectares na Reserva Indígena Fazenda Mabel e na Terra Indígena Mãe Maria, situadas no sudeste do Pará.

O projeto resulta de uma cooperação entre a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e a Fundação Guamá (FG), contando com o suporte do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A região é considerada um dos pontos mais críticos do arco do desmatamento, o que prejudica a saúde, a biodiversidade e a cultura do povo Gavião.
Segundo Haroldo de Souza, coordenador da ação, “A restauração ecológica dessas áreas é, portanto, estratégica para restabelecer funções ecossistêmicas essenciais, favorecer a conectividade de habitats, fortalecer a resiliência socioambiental frente às pressões atuais e futuras e recrudescer a memória biocultural do povo”.

A execução ocorrerá ao longo de quatro anos, integrando a ciência acadêmica aos saberes tradicionais. Na Terra Indígena Mãe Maria, o foco é combater os efeitos das queimadas severas, enquanto na Reserva Indígena Mabel, a prioridade é reverter o histórico de desmatamento causado pela pecuária bovina para garantir a soberania alimentar da comunidade.
As atividades já incluem a participação de jovens e anciãos, como o líder Aianã, em trilhas para identificar espécies nativas essenciais para fins medicinais e alimentares. A iniciativa busca não apenas recuperar a flora, mas promover justiça socioambiental ao mapear locais sagrados e nascentes, fortalecendo a resistência ancestral do Povo Gavião.

Com informações do Portal Amazônia.