Tour acessível em Rio Branco: o que muda para PCDs no turismo da capital

Um grupo de pessoas com deficiência física (PCDs) participou, no dia 12 de julho, do 1º Tour Acessível ‘Acreane-se: Tour das Praças’ em Rio Branco (AC). A iniciativa, que reuniu associados do Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência Física do Acre (Capedac), familiares e moradores, percorreu monumentos e prédios históricos do Centro da cidade .

O roteiro teve início na Praça da Revolução, onde os participantes conheceram a história do prédio da Prefeitura, curiosidades sobre o Imperador Galvez e obras de arte locais. O grupo também visitou o Colégio Estadual Barão do Rio Branco, a Biblioteca Pública Estadual Adonay Barbosa e finalizou o passeio no Palácio Rio Branco.

Para a guia de turismo Ana Cunha, a experiência evidenciou a necessidade de tornar a cidade mais inclusiva. “É importante entender que a cidade pertence a todas as pessoas, sejam com ou sem deficiência. Ter essa experiência nos trouxe novos olhares para o que ainda falta na estrutura da nossa cidade”, relatou a profissional.

Apesar do sucesso da ação, a Capedac alertou para as graves dificuldades de mobilidade na capital. A entidade informou que a falta de transporte acessível é o principal obstáculo, destacando que Rio Branco não dispõe de táxis ou veículos por aplicativo adaptados para cadeirantes, além de falhas nas plataformas de ônibus .

O projeto integra o ‘Cultura na Praça’, evento que promove atividades culturais e visitas guiadas. Segundo o guia Alexandre de la Torre, a edição especial para PCDs mostrou que é possível ampliar a participação de diferentes públicos nas ações culturais, promovendo inclusão e acesso à história local.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário