Trump promete ‘lembrar’ de empresas que não solicitarem reembolso das tarifas impostas, em meio à polêmica sobre a medida
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que irá monitorar as empresas que não solicitarem o reembolso dos valores pagos durante o período de aplicação das tarifas comerciais. A declaração foi feita em entrevista à rede de televisão CNBC.
“Seria ótimo se as empresas não solicitassem reembolsos”, disse Trump. Segundo ele, a não solicitação dos reembolsos resultaria em “números maiores” para os Estados Unidos em termos financeiros, embora reconheça que o sistema seria “um pouco mais difícil de gerir”.
O novo sistema para pedidos de reembolso das tarifas entrou em vigor na segunda-feira (20) para empresas americanas. A expectativa é que os reembolsos atinjam até US$ 166 bilhões (R$ 824,9 bilhões). Até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído os procedimentos para receber os pagamentos eletrônicos, totalizando US$ 127 bilhões (R$ 631,1 bilhões), o que representa 76% do valor total elegível.
Mais de 330 mil importadores pagaram as tarifas em 53 milhões de remessas de produtos. O lançamento do sistema de reembolso é um desdobramento da longa disputa em torno das tarifas comerciais impostas no ano passado, parte da estratégia de Trump para reestruturar as relações comerciais dos EUA com diversos países.
Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas de Trump, considerando que o presidente extrapolou sua autoridade ao impor as taxas com base em uma lei destinada a situações de emergência nacional. O sistema de restituição, conhecido como CAPE, consolidará os reembolsos, garantindo que os importadores recebam um único pagamento eletrônico – com juros, quando aplicável – em vez de pagamentos separados para cada importação.
A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) informou ter concluído a fase inicial do desenvolvimento do sistema de restituição. O governo federal brasileiro, por sua vez, reafirmou seu compromisso em adotar medidas para aumentar a arrecadação e cumprir as metas fiscais.
Com informações do G1