O Tribunal Superior do Trabalho (TST) agendou para a próxima terça-feira (29), às 14h30, a análise do dissídio coletivo entre a Caixa Econômica Federal e seus funcionários. A categoria mantém uma greve em nível nacional desde o dia 10 de setembro.
A medida foi tomada após as tentativas de mediação conduzidas pelo próprio tribunal não resultarem em um acordo entre a instituição financeira e os trabalhadores.
Diante da persistência do impasse, a Caixa optou por transferir a questão para a Justiça do Trabalho via dissídio coletivo. Esse recurso jurídico é utilizado especificamente quando patrões e empregados não conseguem chegar a um consenso durante as negociações diretas.
O ponto central da divergência reside no Saúde Caixa, o plano de saúde dos bancários. Até o momento, os trabalhadores rejeitaram três propostas enviadas pelo banco.
Durante a sessão, os ministros do TST podem tentar promover uma nova conciliação. Caso a tentativa falhe, o tribunal poderá decidir sobre os pontos em conflito e fixar as condições que deverão ser cumpridas por ambas as partes para encerrar a disputa.
É importante ressaltar que a realização do julgamento não significa o fim imediato da paralisação. A manutenção ou o encerramento da greve dependerão do desfecho do processo e das deliberações dos representantes dos trabalhadores e do tribunal. Por ora, o movimento continua por tempo indeterminado.
Sobre a gestão financeira dos clientes, especialistas alertam que a greve não anula a obrigação de quitar boletos, contas ou parcelas nas datas de vencimento. Para evitar a incidência de multas e juros por atraso, a recomendação é utilizar canais digitais e alternativos.
Os consumidores podem utilizar o aplicativo da Caixa, o internet banking, terminais de autoatendimento (caixas eletrônicos), casas lotéricas e demais estabelecimentos autorizados para a quitação de débitos.
Quanto a saques e depósitos, o Procon-SP confirma que as operações seguem disponíveis nos caixas eletrônicos. O órgão orienta, porém, que os clientes evitem aceitar ajuda de terceiros ao operar as máquinas na ausência de funcionários, reforçando que a segurança da senha e do cartão é de responsabilidade do usuário.
Em relação aos benefícios sociais, como o Bolsa Família, a Caixa informou que os canais de pagamento continuam operacionais. Os beneficiários podem acessar os valores sem a necessidade de ir às agências físicas.
A maior parte dos pagamentos ocorre via crédito em conta, podendo ser movimentada pelo App Caixa, Caixa TEM ou cartão de débito. Esses recursos permitem a realização de PIX, pagamento de contas e compras no comércio, além de saques nos canais disponíveis.
A greve teve início após a rejeição de propostas de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Segundo a Contraf-CUT, mais de 90% das bases sindicais negaram a oferta do banco, focando a discordância principalmente no plano de saúde. Vale notar que, enquanto a Caixa segue em impasse, a categoria bancária geral já havia firmado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Fenaban.
Com informações do G1