O acesso a próteses de alta tecnologia no Brasil é limitado pelos custos elevados, realidade que pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) buscam transformar. O grupo desenvolveu um protótipo de prótese de mão que utiliza Redes Neurais Artificiais para replicar funções motoras, focando em componentes eletrônicos de baixo custo para democratizar a reabilitação no Norte

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A estrutura foi construída via impressora 3D e possui um diferencial técnico crucial: todo o processamento de dados ocorre em um microcontrolador instalado na própria prótese, eliminando a dependência de computadores externos. O sistema capta Sinais Mioelétricos (SME) da contração muscular do braço do usuário através de eletrodos fixados na pele


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“O sinal elétrico biológico passa por um condicionamento analógico de amplificação e filtragem antes de ir ao microcontrolador, que o digitaliza, processa e o classifica via uma Rede Neural Artificial”, explica o professor e coordenador da pesquisa, André Ferreira. Atualmente, o dispositivo executa três comandos básicos: mão aberta, fechada e o movimento de pinça

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O projeto, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), agora entra em fase de testes com voluntários amputados para ajustar a precisão dos sinais e a compatibilidade dos materiais. O objetivo futuro é expandir a capacidade da IA para replicar 15 ou mais movimentos diferentes

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Para a equipe, a iniciativa posiciona a Amazônia como polo produtor de tecnologia de ponta. “Se avançarmos, com um pequeno passo por vez, implementaremos um dispositivo similar que gostaríamos que chegasse às pessoas a fim de minimizar as dificuldades motoras”, conclui o professor André Ferreira


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Com informações do Portal Amazônia.