ByteDance pausa lançamento de IA de vídeo por disputa de direitos autorais

Criadora do TikTok suspende lançamento de IA de vídeo após alertas de Hollywood sobre uso indevido de conteúdo protegido

A ByteDance, empresa chinesa responsável pelo TikTok, adiou o lançamento mundial de seu novo modelo de geração de vídeo, o Seedance 2.0, devido a disputas sobre direitos autorais com grandes estúdios de Hollywood e plataformas de streaming.

A informação foi divulgada pelo The Information no sábado (14), com base em relatos de duas fontes familiarizadas com o assunto. A Reuters ainda não conseguiu confirmar a informação de forma independente, e a ByteDance não se manifestou imediatamente sobre o caso.

O problema surgiu após ameaças de ações judiciais por parte de estúdios dos Estados Unidos, incluindo a The Walt Disney Company. A Disney enviou um comunicado à ByteDance acusando a empresa de utilizar personagens de seu catálogo para treinar a IA sem a devida autorização. A alegação é que o Seedance 2.0 teria sido pré-carregado com uma biblioteca de personagens protegidos por direitos autorais de franquias como Star Wars e Marvel, apresentados como se fossem de domínio público.

Vídeos gerados pela ferramenta viralizaram na China, incluindo um que mostrava atores como Tom Cruise e Brad Pitt em uma cena de briga. A ByteDance havia anunciado em fevereiro que o Seedance 2.0 seria uma ferramenta voltada para uso profissional em áreas como cinema, comércio eletrônico e publicidade, capaz de processar texto, imagens, áudio e vídeo simultaneamente, visando reduzir os custos de produção de conteúdo.

O modelo foi elogiado por executivos do setor de tecnologia, como Elon Musk, que destacou sua capacidade de gerar narrativas cinematográficas a partir de instruções simples. A ByteDance planejava disponibilizar o Seedance 2.0 para clientes em todo o mundo em meados de março, mas suspendeu os planos devido às questões legais. Atualmente, a equipe jurídica da empresa trabalha para identificar e resolver os problemas, enquanto os engenheiros desenvolvem mecanismos para evitar novas violações de propriedade intelectual.

A iniciativa ocorre em um contexto de crescente preocupação com o uso de inteligência artificial e direitos autorais. A disputa demonstra os desafios enfrentados pelas empresas que desenvolvem ferramentas de IA generativa, que precisam equilibrar inovação e respeito à propriedade intelectual.

Com informações do G1

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