Supercomputador de IA na Ufam: o que muda para a ciência na Amazônia

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) anunciou a chegada de um supercomputador de alto desempenho, fruto de uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Intel. O equipamento, baseado na plataforma Intel Gaudi 3, chega para ampliar a infraestrutura de processamento de dados e impulsionar pesquisas em inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina no coração da Amazônia.

Para a reitora da Ufam, professora Tanara Lauschner, a conquista permite que a universidade adapte modelos de IA aos desafios específicos da região. “Pesquisas de pós-graduação em bioeconomia, saúde, biodiversidade, clima, hidrologia, entre outras, terão impactos significativos com a chegada desse supercomputador”, destacou a reitora.

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Supercomputador ajudará em pesquisas. Foto: Divulgação/Ufam

O servidor Dell PowerEdge XE9680 possui configuração robusta, com processadores Intel Xeon de 5ª geração e aceleradores Intel Gaudi 3, totalizando até 1,5 TB de memória HBM. Além da pesquisa acadêmica, a estrutura será usada para criar soluções institucionais, como um chat baseado em LLMs e agentes pedagógicos integrados ao Sistema Sauim.

A iniciativa também visa a soberania tecnológica do Brasil. Segundo Eliomar Mota Da Cunha, do MCTI, é fundamental desenvolver uma estrutura de IA nacional para “evitar a dependência de estruturas externas e asseguramos a soberania nacional”.

O impacto estende-se a todo o ecossistema científico regional. Andréa Correia, representante do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ressaltou que a máquina ajudará a transformar a enorme quantidade de dados sobre biodiversidade e clima em “conhecimento, soluções e políticas públicas”, beneficiando a formação de profissionais especializados nos desafios concretos da Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.

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