Shein recebe aval da China para abrir capital na bolsa de Hong Kong

A Shein, gigante do varejo de moda online, deu um passo decisivo para entrar no mercado de capitais. Após enfrentar dificuldades e tentativas frustradas de abrir capital nas bolsas de valores de Londres e Nova York, a companhia obteve, nesta sexta-feira (10), a aprovação dos reguladores chineses para realizar sua listagem na bolsa de Hong Kong.

A confirmação veio por meio de publicações no site da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC). O processo de abertura de capital, conhecido tecnicamente como IPO (Initial Public Offering), é o momento em que uma empresa passa a vender suas ações para o público geral, permitindo que investidores comprem fatias do negócio.

A espera por essa autorização foi longa. A varejista protocolou o pedido para o IPO em Hong Kong em julho do ano passado, aguardando cerca de um ano por uma resposta de Pequim. De acordo com informações da agência de notícias Reuters, a demora ocorreu porque a operação precisava ser liberada pelos “mais altos escalões do Partido Comunista Chinês”.

Com a luz verde dos reguladores, a previsão é que a Shein realize a oferta de suas ações ainda este ano, com a janela de execução estimada entre os meses de setembro e outubro. A movimentação é estratégica para a empresa, que busca consolidar sua estrutura financeira globalmente.

Em termos de volume, a Shein teria indicado a possibilidade de vender até 8% de suas ações no mercado. No entanto, fontes consultadas pela Reuters sugerem que o percentual final de ações ofertadas ao público provavelmente será menor do que esse teto inicial.

Um ponto de atenção para analistas de mercado é a avaliação da companhia. Estima-se que o valor de mercado da Shein para este IPO fique entre US$ 40 bilhões (R$ 205,3 bilhões) e US$ 50 bilhões (R$ 256,7 bilhões). Se esses números se confirmarem, o valor arrecadado será considerado baixo quando comparado ao passado recente da empresa.

Para efeito de comparação, em uma rodada de financiamento realizada em 2022, a Shein chegou a ser avaliada em US$ 100 bilhões (R$ 513,3 bilhões). Essa diferença na avaliação reflete as mudanças no cenário econômico global e as pressões regulatórias enfrentadas pela varejista em diferentes mercados.

Com informações do G1

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