Produção de pirarucu e cachaça em Borba: como empreendedor lucra no quintal

Em Borba, no interior do Amazonas, o empreendedor Régis Rocha transformou o quintal de sua casa em um centro de experimentação produtiva. No espaço urbano, ele integra a criação de pirarucu, o cultivo de frutas exóticas e a fabricação de cachaça artesanal, adaptando técnicas agrícolas às condições climáticas da região amazônica.

Na entrada da propriedade, destacam-se parreiras de uva e pés de romã. Sobre a adaptação de espécies do Sul, Régis explica: “A fruta do sul mesmo, que eu trouxe pra cá, é basicamente a uva. Ela tem características um pouco diferentes de lá… porque aqui não [os climas são definidos]. Então ela está sempre produzindo folha, está sempre produzindo uva e nutrindo o pé, porque não para nunca”

Produtor transforma quintal em espaço de experimentação no AM — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Produtor cultiva parreiras de uva em seu quintal. Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM

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A produção de cachaça ocorre em um alambique próprio, onde o produtor ajusta a fermentação devido à menor concentração de sacarose da cana local. Para garantir a qualidade, ele utiliza a fermentação anaeróbica e incorpora ingredientes regionais, como o puxuri, para conferir aroma marcante à bebida

Produtor transforma quintal em espaço de experimentação no AM — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Produtor conta com um alambique onde produz cachaça artesanal. Foto: Reprodução/Rede Amazônica

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O projeto inclui ainda um criadouro de pirarucu com sistema de filtragem sustentável, feito com tijolos quebrados para reduzir custos. “Eu uso o tijolo quebrado mesmo. A água circula o tempo todo e passa pelos filtros naturais, mantendo a qualidade para os peixes”, afirma o produtor

Produtor transforma quintal em espaço de experimentação no AM — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Régis criou ambiente caseiro para criação de pirarucus. Foto: Reprodução/Rede Amazônica

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O resultado do manejo eficiente é visível no crescimento dos animais. Segundo Régis, os peixes criados atualmente têm cerca de sete meses, e o último exemplar pesado atingiu a marca de 20 quilos, provando a viabilidade da piscicultura urbana na região

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Com informações do Portal Amazônia.

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