Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano

Fed mantém juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano — menor nível desde setembro de 2022. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (29), veio em linha com a expectativa do mercado financeiro.

Foi a quinta reunião consecutiva em que o banco central dos EUA manteve os juros no mesmo nível. A decisão desta quarta foi influenciada, entre outros fatores, pela persistência da alta do petróleo, em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio, o que reforça as preocupações do Fed com a inflação.

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Em um comunicado mais curto do que o de costume, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) informou a atividade econômica está se expandindo em um ritmo sólido “apesar da elevada incerteza, decorrente, em parte, do conflito no Oriente Médio”.

➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio.

Esta é a 13ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025. Desde a posse, houve três cortes de juros, em meio a um cenário econômico incerto, com conflitos geopolíticos e a guerra tarifária promovida pelo republicano.

É também a segunda decisão sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o banco central dos EUA. Warsh tomou posse em 22 de maio e iniciou oficialmente seu mandato de quatro anos após uma cerimônia na Casa Branca.

A troca de comando no Fed ocorreu após meses de atritos entre Trump e o então presidente da instituição, Jerome Powell. Desde o início de seu segundo mandato, o republicano defende que juros elevados encarecem o crédito e prejudicam a economia.

O que disse o Fomc

Efeito dos juros no Brasil — e nos mercados

Os juros, ainda considerados elevados nos EUA, mantêm os rendimentos das Treasuries, os títulos públicos americanos, em níveis mais atraentes.

Por serem considerados os investimentos mais seguros do mundo, as Treasuries com rentabilidades elevadas despertam o interesse de investidores estrangeiros, que direcionam recursos aos EUA e fortalecem o dólar.

Em outra perspectiva: apesar de diversas variáveis interferirem nessa lógica, o movimento tende a reduzir o volume de investimentos estrangeiros no Brasil, desvalorizando o real em relação à moeda americana.

Além disso, o dólar em nível elevado aumenta a pressão sobre a inflação por aqui, com reflexos na manutenção de juros altos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.

Com informações do G1

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