Carne de jacaré em Porto Velho: o que muda com a Indicação Geográfica

O processo para a obtenção da Indicação Geográfica (IG) da carne de jacaré avança para uma nova etapa entre os dias 1º e 6 de setembro. As atividades ocorrerão na Reserva Extrativista (Resex) Lago do Cuniã, em Porto Velho, dando continuidade ao diagnóstico técnico realizado anteriormente para formalizar a origem e a identidade do produto.

A iniciativa é fruto de uma cooperação entre a Prefeitura de Porto Velho, via Semagric, ICMBio, Ibama e Sebrae. O objetivo é transformar o manejo sustentável de crocodilianos, já utilizado para controle populacional, em uma fonte de renda mais robusta para as comunidades tradicionais da região

Imagem colorida mostra pessoas tirando carne de jacaré em abatedouro
Carne de jacaré avança para nova etapa de reconhecimento geográfico. Foto: Herlan Lopes/ Semcom Porto Velho

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O prefeito Léo Moraes destacou que a medida fortalece a economia local: “Estamos trabalhando para que Porto Velho seja reconhecida não apenas pela riqueza da Amazônia, mas também pela capacidade de transformar seus recursos naturais em oportunidades para quem vive e produz aqui, sempre com responsabilidade ambiental. A Indicação Geográfica representa mais valor ao produto, mais renda para as comunidades e mais visibilidade para o nosso município”.

Para o secretário da Semagric, Douglas Bener, o avanço é estratégico para a cadeia produtiva. “A construção da Indicação Geográfica é um passo importante para valorizar um produto genuinamente amazônico, incentivar a produção sustentável e ampliar as oportunidades para produtores e comunidades tradicionais”

Carne de jacaré avança para nova etapa de reconhecimento geográfico. Foto: Herlan Lopes/ Secom Porto Velho

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Além da valorização comercial, o processo envolve rigor técnico e legal. O Ibama atua na emissão de Guias de Transporte via SisFauna para regularizar o couro e no licenciamento do abatedouro, garantindo que a expansão do mercado ocorra dentro das normas ambientais.

A expectativa final é que o reconhecimento da IG agregue valor financeiro à carne de jacaré, abra novos mercados consumidores e consolide Rondônia como referência nacional na produção sustentável de produtos da sociobiodiversidade amazônica.

Com informações do Portal Amazônia.

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