Presidente Figueiredo, no Amazonas, luta para manter sua tradição na produção de cupuaçu. Atualmente, a área cultivada foi reduzida para pouco mais de 55 hectares devido à vassoura-de-bruxa, uma doença causada por fungos que devastou pomares em diversas cidades da região, como Itacoatiara e Manacapuru.
Para sobreviver à crise, agricultores e doceiras, como Carmem Ribeiro e Maria Aparecida, intensificam a produção de balas, licores e o tradicional salame de fruta. A atividade atinge seu pico durante a Festa do Cupuaçu, quando a fabricação de iguarias praticamente triplica para atender a demanda

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A resistência passa pela inovação genética. Produtores como Alex Xavier já apostam em espécies mais resistentes, com expectativa de colher 650 quilos de polpa nesta safra. “Muito trabalho, mas a gente produz e vende bastante. Todas as pessoas querem as balas nesse período”, afirma Carmem Ribeiro.
Dados da Secretaria Municipal de Agricultura revelam que 98 agricultores ainda mantêm a cultura no município. Nas safras de 2025 e 2026, foram colhidas cerca de 165 toneladas de frutos, resultando em 63 toneladas de polpa

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Para recuperar o potencial produtivo, a prefeitura mantém parceria com a Embrapa para o fornecimento de mudas e material genético resistente. Recentemente, a Secretaria de Produção Rural adquiriu mil quilos de polpa para distribuir a doceiras cadastradas, assegurando a matéria-prima e a preservação do sabor tradicional da Amazônia.
Com informações do Portal Amazônia.