A extração de areia branca comprometeu mais de 8.000 hectares de floresta varillal nas proximidades da rodovia Iquitos-Nauta, no Peru. Para enfrentar o problema, o Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP), órgão do Ministério do Meio Ambiente local, desenvolve métodos para agilizar a regeneração desses ecossistemas.
Análises do IIAP revelam que jazidas abandonadas não conseguem recuperar a vegetação sozinhas, mesmo após 40 anos. Isso ocorre porque a extração elimina a camada orgânica do solo e expõe a “rocha negra”, um substrato rígido que trava a regeneração natural

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As florestas varillais são ecossistemas singulares que crescem em solos ácidos e pobres. Por isso, os cientistas sugerem a criação de “ilhas de fertilidade”, focando em microambientes que ainda preservam matéria orgânica, em vez de tentar reflorestar áreas degradadas em larga escala.
A técnica utiliza a inserção de serapilheira, detritos de madeira e leguminosas para elevar a qualidade do solo. Ao reintroduzir espécies nativas, criam-se “núcleos” ou “ilhas de diversidade” que reativam os processos ecológicos e atraem fauna e flora gradualmente

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O IIAP destaca que a qualidade do solo é o fator determinante para a velocidade de recuperação da vegetação. Além da restauração, o órgão defende a fiscalização rigorosa e a migração da extração de areia para os rios, reduzindo a pressão sobre as florestas.
Com informações do Portal Amazônia.