Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (31) indica que 32% dos internautas brasileiros com 16 anos ou mais relatam ter sido alvo de tentativas de golpes utilizando seus dados pessoais. Em números absolutos, esse índice representa cerca de 45 milhões de pessoas no país.
De acordo com os mesmos dados, a situação é ainda mais grave para uma parcela dos usuários: 20% dos internautas na faixa etária de 16 anos ou mais afirmam que efetivamente foram vítimas de fraudes que utilizaram suas informações pessoais.
As informações integram a pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). O estudo foi realizado em dezembro de 2025, com a participação de 2.500 entrevistados.
No que diz respeito aos canais de abordagem, os criminosos utilizam diversas ferramentas digitais. Os aplicativos de mensagens lideram a lista com 84%, seguidos por ligações telefônicas (79%), sites ou aplicativos fraudulentos (71%), mensagens de SMS (71%), correio eletrônico (69%) e redes sociais (67%).
Entre as pessoas que passaram por essas situações, as consequências financeiras são expressivas: 48% relataram ter tido dinheiro roubado. Além disso, 43% dos afetados informaram a perda de acesso a suas contas de redes sociais ou de e-mail.
O impacto vai além do prejuízo material. O estudo revela que 58% dos alvos de golpes sofreram estresse emocional e mal-estar. Outros 42% relataram a criação de dívidas em seus nomes por terceiros, enquanto a mesma porcentagem (42%) sofreu o roubo de senhas bancárias ou números de cartões de crédito.
A pesquisa também destaca que o dispositivo utilizado para navegar na internet influencia o nível de exposição. O uso de aplicativos ou sites falsos é mais frequente entre quem acessa a rede exclusivamente pelo celular (80%), comparado a quem utiliza tanto o aparelho móvel quanto o computador (68%).
Para Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, os resultados comprovam que as fraudes com dados pessoais ocorrem em múltiplos canais e geram danos que superam as perdas financeiras.
“A disseminação dessas situações reforça a importância de iniciativas de prevenção e conscientização, combinadas a políticas de proteção de dados e segurança no ambiente digital”, afirma o gestor.
Com informações do G1