Sony e Warner processam dona do Claude por uso ilegal de músicas em IA

As editoras musicais da Sony Music e da Warner Music entraram com um processo contra a Anthropic, empresa responsável pelo chatbot Claude, em um tribunal federal localizado na Califórnia, nos Estados Unidos.

As companhias alegam que a desenvolvedora de inteligência artificial utilizou músicas protegidas por direitos autorais sem a devida permissão para realizar o treinamento de seus modelos tecnológicos.

Na ação judicial, protocolada na última sexta-feira (28), a Sony e a Warner sustentam que a Anthropic pirateou centenas de partituras e letras de canções de artistas renomados, como Michael Jackson, Taylor Swift e os Beatles, entre outros nomes de peso.

De acordo com as editoras, esse acervo musical foi empregado para aprimorar a capacidade do Claude de responder às solicitações feitas pelos usuários da plataforma.

As empresas solicitam indenizações que podem chegar a US$ 150 mil por cada obra utilizada ilegalmente, valor que equivale a aproximadamente R$ 780.000,00 na cotação atual. Além disso, buscam uma decisão judicial que impeça a Anthropic de continuar utilizando seus materiais protegidos no treinamento de sistemas de IA.

A denúncia detalha que a Anthropic teria obtido as letras e partituras de forma ilícita, utilizando downloads de torrents para alimentar o aprendizado do chatbot. As editoras afirmam ainda que o Claude consegue reproduzir integralmente letras protegidas quando recebe comandos específicos.

Sony e Warner argumentam que a Anthropic usou as composições para ensinar a IA a criar grandes volumes de novas letras de músicas. Na visão das empresas, esse conteúdo gerado artificialmente poderia se tornar um concorrente direto de obras originais protegidas por lei.

Este caso é mais um capítulo das tensões entre detentores de direitos autorais e gigantes da tecnologia. Em 2023, o Universal Music Group e outras editoras já haviam processado a Anthropic por motivos semelhantes, e a ação segue em andamento.

A Anthropic também lidou com uma ação coletiva de autores no ano passado, concordando em pagar US$ 1,5 bilhão para encerrar a disputa. No novo processo, a Sony e a Warner criticaram esse acordo, alegando que a quantia não foi suficiente para evitar novas infrações.

Até o momento, porta-vozes da Anthropic, da Sony Music e da Warner Music não responderam aos pedidos de comentário enviados pela agência Reuters.

Com informações do G1

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