A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo durante buscas na casa do deputado federal Mário Frias (PL-SP), nesta quinta-feira, 10 de setembro. O parlamentar é um dos focos da operação “Make Up”, que apura a suspeita de desvio de verbas de emendas parlamentares usadas para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A ação também mira a produtora Karina Gama, proprietária da Go UP Entertainment Ltd. No total, a PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. A operação, feita com a Controladoria-Geral da União (CGU), não prevê prisões.
As ordens foram dadas pelo ministro Flávio Dino, do STF. A investigação aponta para a possível existência de uma organização criminosa com agentes públicos e privados, que teria irregularidades no envio de dinheiro para empresas subcontratadas.

O que a operação ‘Make Up’ investiga?
Segundo a PF, os agentes apuram se os valores recebidos foram destinados de forma errada a empresas subcontratadas, sem que houvesse a prova de que os serviços foram realmente prestados.
A polícia acredita que tentativas de esconder esses desvios aconteceram até julho deste ano. Além disso, foram encontradas movimentações de centenas de milhões de reais entre as empresas envolvidas no esquema.
Os crimes investigados incluem peculato, lavagem de dinheiro, falsidade documental, organização criminosa e irregularidades em licitações.
Mário Frias e o filme ‘Dark Horse’
Mário Frias é o roteirista de “Dark Horse”. Em 2024, o deputado enviou R$ 2 milhões em emendas para uma ONG ligada à produção do filme.
Em maio, a defesa de Frias negou ao ministro Flávio Dino que tenha havido triangulação de dinheiro público para a obra. Na época, o deputado disse que as suspeitas eram “puramente especulativas” e que não havia provas de irregularidades.
A investigação também foca em Karina Gama e suas empresas. Em agosto, o ministro autorizou que a PF tivesse acesso a dados que já haviam sido apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo.
Suspeitas anteriores sobre a produtora
Em junho, a Polícia Civil de São Paulo já investigava uma possível fraude em licitação da Prefeitura de SP, no valor de R$ 108 milhões, vencida pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado a Karina Gama.
Naquela ocasião, endereços da empresária, do ICB e da Go UP foram alvo de buscas. A polícia analisa se parte desse dinheiro foi para a Go UP durante a produção de “Dark Horse”. A defesa de Mário Frias e de Karina Gama ainda pode se manifestar.
Com informações de O Fuxico.