Frases como “A inesquecível morreu”, “o Lula pediu” e “o Obama deu” fazem parte de uma série de publicações incompletas feitas pelo g1 no antigo Twitter. Os posts, publicados originalmente entre os anos de 2007 e 2009, apresentam cortes abruptos que geraram diversas interpretações ao longo do tempo.
Com o passar dos anos, esses conteúdos misteriosos foram notados por usuários da rede social, transformando-se em alvos de piadas e levantando dúvidas sobre a natureza dos erros. Como as postagens nunca foram removidas da plataforma, elas continuam circulando na internet e alimentando a criação de memes até os dias atuais.
Entre os exemplos mais curiosos de tweets cortados, destaca-se a frase “Morre a inesquecível”. Na realidade, a notícia completa informava que “Morre a inesquecível ‘Miss Moneypenny’ dos filmes de James Bond”. Outro caso envolvia a manchete “Mãe de quadrigêmeos chama almoço de”, cujo texto original dizia que a mãe “chama almoço de ‘hora do rush'”.
Houve ainda publicações com teor mais inusitado, como a frase “Homem que usava as próprias nádegas como”. O título integral da matéria revelava que o “Homem que usava as próprias nádegas como ‘carimbo’ é preso nos EUA”. Esses cortes involuntários transformaram notícias comuns em frases ambíguas e engraçadas para quem as encontrava.
Diante da curiosidade do público, surgiram questionamentos sobre o motivo técnico para tais falhas e a razão de as publicações terem permanecido no ar por tanto tempo. A questão do porquê isso acontecia e a negligência na remoção dos posts tornaram-se um enigma para os internautas.
Para celebrar o aniversário de 20 anos do portal, a redação decidiu investigar o caso. Dois repórteres mergulharam nos arquivos e processos da época para desvendar o mistério por trás dessas postagens. Os detalhes da descoberta e a explicação técnica para os erros podem ser conferidos no vídeo disponível na reportagem.
A investigação resgata a memória da fase inicial do Twitter, quando a plataforma ainda estava em crescimento e a integração de sistemas de notícias com redes sociais estava em fase de experimentação, resultando em falhas de formatação como as observadas.
Com informações do G1