SpaceX planeja novo teste da Starship para missões à Lua e Marte

A SpaceX, companhia aeroespacial liderada por Elon Musk, informou nesta terça-feira (15) a intenção de realizar, nos próximos dias, um novo voo experimental da Starship. O veículo, que detém o título de maior foguete já construído, está sendo desenvolvido com o objetivo de transportar cargas e astronautas para Marte e para a Lua no futuro.

Este 14º voo de teste marca o início de uma etapa inédita no cronograma do projeto. Pela primeira vez, a empresa buscará fazer com que a Starship realize uma órbita completa ao redor do planeta Terra. Nas missões anteriores, o foguete atingia o espaço, mas seguia uma trajetória de retorno imediato, sem conseguir entrar em órbita.

A previsão é que o lançamento ocorra em, no mínimo, uma semana. A decolagem está programada para acontecer no Texas, na próxima terça-feira, às 8h15, seguindo o horário de Brasília. Além do teste de órbita, a SpaceX planeja aproveitar a missão para colocar em operação 26 satélites Starlink de nova geração, expandindo sua rede de internet via satélite.

A principal diferença deste teste reside na natureza do voo. Até o momento, as operações da Starship foram suborbitais, o que significa que a nave subia e percorria um caminho no espaço, mas não possuía a velocidade necessária para circular a Terra. Agora, a meta é um voo orbital, exigindo altitude e velocidade superiores para que a nave permaneça em órbita, etapa considerada crucial e mais complexa para a evolução do veículo.

A estratégia da SpaceX baseia-se em testes constantes com protótipos para identificar falhas em situações reais e aplicar correções rápidas. Esse método explica por que diversos lançamentos passados terminaram em explosões. O teste mais recente, ocorrido em julho, foi avaliado como um sucesso geral, acontecendo um mês após a oferta pública inicial de ações da empresa nos Estados Unidos, que bateu recordes.

Apesar dos progressos, a Starship ainda não está apta para missões comerciais ou viagens interplanetárias. O objetivo final é tornar a nave totalmente reutilizável. Para isso, a empresa precisa dominar três etapas fundamentais: a realização de voos orbitais consistentes, o reabastecimento de combustível no espaço — vital para trajetos longos — e o aprimoramento dos sistemas de recuperação do veículo para que ele possa ser usado novamente.

Com informações do G1

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