A biodiversidade da Amazônia Maranhense inspira uma inovação científica: a castanha do Maranhão, conhecida como cacau-selvagem, monguba ou mamorana, está sendo transformada em chocolate e outros produtos pela pesquisadora Daniela Souza Ferreira da UFMA.
O projeto “Bombom do Maranhão: Nova Cultura da Bioeconomia” nasceu da pesquisa e evoluiu para a startup Maranuts, incubada na UFMA, com apoio da Fapema. A iniciativa visa criar uma cadeia produtiva para a castanha, atualmente encontrada de forma aleatória na região.

A castanha é rica em gorduras saudáveis e compostos antioxidantes, com potencial para prevenir o envelhecimento mental. Além do chocolate, a Maranuts desenvolve pasta de castanha e “bowl” de castanha, alternativas saudáveis e sem adição de açúcar.
O projeto já passou por testes e comercialização em feiras locais, e agora busca profissionalizar embalagens e expandir para lojas de produtos naturais e drogarias. A iniciativa gera renda para famílias e pequenos produtores, valorizando a matéria-prima local e criando produtos com identidade maranhense.
A pesquisadora Daniela Souza Ferreira destaca a importância de incentivar o empreendedorismo entre estudantes e pesquisadores, integrando ciência e aplicação prática para gerar impacto social e econômico.

O “Bombom do Maranhão” recebeu reconhecimento no Prêmio Fapema 2025, na categoria de empreendedorismo, reforçando o potencial da bioeconomia e do desenvolvimento sustentável no Maranhão.
Com informações do Portal Amazônia.