Demarcações indígenas: o que muda após pedido em Brasília

O Acampamento Terra Livre, que reuniu mais de 7 mil indígenas de todas as regiões do país em Brasília, encerrou com um pedido urgente: a aceleração das demarcações de terras indígenas. O evento, que se consolidou como a maior mobilização dos povos originários, serve como espaço de discussão sobre direitos, políticas públicas e proteção territorial.

Lideranças indígenas cobram dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) a garantia de seus direitos. O coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá, afirma que o acampamento é um momento crucial de pressão sobre as instituições do Estado brasileiro.

Imagem colorida mostra três jovens indígenas do Amazonas no Acampamento Terra Livre 2026
Acampamento Terra Livre. Foto: Allex Mendonça/ Idesam

Entre as principais preocupações, destacam-se a ameaça do marco temporal (PEC 48), já aprovado no Senado, e o projeto de lei 6050, que visa abrir terras indígenas para grandes empreendimentos. Os indígenas também expressaram frustração com a lentidão nas demarcações de territórios durante os últimos três anos, apesar da homologação de 20 áreas.

Além disso, manifestaram contrariedade ao projeto de construção da Ferrovia Ferrogrão, que exigiria alterações nos limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA). Os indígenas retornam aos seus territórios com uma mistura de sentimentos, esperançosos por avanços, mas cientes dos desafios que ainda precisam ser superados.

“Esperávamos que o governo atuasse de uma forma mais ambiciosa em termos de números de terras demarcadas”, lamentou Tuxá.

*Por Luiz Cláudio Ferreira – da Agência Brasil

Com informações do Portal Amazônia.

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