Ofícios quilombolas no Pará e Maranhão: o que muda com o novo inventário

Pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concluíram um inventário documental e audiovisual de seis ofícios tradicionais praticados em comunidades quilombolas do Pará e do Maranhão. O objetivo é fortalecer a identidade cultural e auxiliar na proteção do patrimônio dessas comunidades.

O inventário abrange a pesca artesanal e coleta de açaí em Santarém, a coleta de castanha e extração de óleo de copaíba em Oriximiná, e a cata de caranguejo e mariscagem em Icatu (MA). O levantamento foi apresentado em seminário que reuniu lideranças quilombolas e representantes do Iphan.

O projeto, iniciado em 2024, envolveu entrevistas, questionários, documentação fotográfica, capacitação e a produção de 11 documentários que já estão disponíveis no canal do Sacaca no YouTube.

Ufopa e Iphan constroem inventário de ofícios tradicionais quilombolas
Cyro Lins, antropólogo da Superintendência do Iphan no Pará. Foto: Divulgação/Ufopa

As comunidades quilombolas enfrentam desafios como a pressão de grandes projetos econômicos, a sobreposição de territórios com unidades de conservação, a dependência de atravessadores e a falta de serviços públicos. O inventário busca dar visibilidade a essas questões e fortalecer a luta por seus direitos.

O material do inventário estará em breve disponível na plataforma do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), facilitando o acesso à informação e promovendo o conhecimento sobre a riqueza cultural dos quilombos.

Com informações do Portal Amazônia.

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