O dia começa cedo para Artur Raposo, agricultor do Reassentamento Santa Rita, a 60 km de Porto Velho (BR-364, km 54). Lá, mais de 100 famílias, reassentadas devido à construção da UHE Santo Antônio, encontraram no café uma nova esperança. Artur e seus vizinhos não apenas plantam, colhem, torram e moem o café, mas também transformaram o grão em uma importante fonte de renda e bem-estar.
A associação de produtores criou a marca própria “Café Ajuri”, um robusta amazônico 100% local, que já conquista paladares em Porto Velho e até no exterior, ganhando destaque em eventos como a COP30 em Belém. O apoio da Prefeitura de Porto Velho, com programas como o “Porteira Adentro” (recuperação de estradas vicinais), tem sido fundamental para o crescimento da produção.
Com mais de 50 hectares cultivados, o produtor Artur destaca: “Nós enxergamos o café como a oportunidade de um futuro próspero para nossa comunidade. O valor agregado após o beneficiamento faz toda a diferença. Estamos aprendendo cada vez mais sobre a torra de qualidade e fortalecendo nossa marca, graças às parcerias, especialmente com a Prefeitura de Porto Velho”.

O prefeito Léo Moraes reafirma o compromisso da gestão com os produtores rurais, reconhecendo o café como um motor de transformação em Porto Velho. “Em Porto Velho, o café vem mudando histórias e trazendo novas perspectivas. Nossa vocação natural contribui para a qualidade da produção, e a prefeitura seguirá parceira e atenta às necessidades dos nossos produtores”, declara.
Instituições como o IFRO e a UNIR são importantes compradores do Café Ajuri, impulsionando ainda mais a economia local. A história de sucesso do reassentamento Santa Rita mostra como a resiliência e a união podem transformar desafios em oportunidades.
Com informações do Portal Amazônia.