Após a morte do fundador, OnlyFans negocia venda de fatia minoritária em acordo avaliado em mais de R$ 15 bilhões
A plataforma de conteúdo adulto OnlyFans está em negociações avançadas para vender uma participação minoritária que pode avaliar a empresa em mais de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões). Segundo o Financial Times, a companhia, sediada em Londres, discute a venda de menos de 20% para a Architect Capital, gestora de investimentos com sede em São Francisco.
A estratégia de vender uma fatia minoritária é vista como uma forma de garantir estabilidade ao negócio após a morte de seu fundador, Leonid Radvinsky. O empresário ucraniano-americano, bilionário, faleceu no mês passado, aos 43 anos, vítima de câncer.
O interesse do OnlyFans na Architect Capital está ligado à experiência da gestora no setor de serviços financeiros. A plataforma britânica avalia ampliar sua atuação e oferecer produtos bancários aos criadores de conteúdo, que enfrentam dificuldades para acessar serviços tradicionais devido à natureza de seu trabalho.
O OnlyFans mantém uma política rígida de acesso, restrita a maiores de 18 anos. Dados recentes da Felix International, empresa controladora da plataforma, indicam que o site conta com cerca de 4,6 milhões de criadores cadastrados, que recebem 80% das receitas geradas por assinaturas, enquanto a empresa fica com 20%. A ascensão do OnlyFans começou com um modelo genérico de assinaturas, mas ganhou escala ao focar no conteúdo adulto e oferecer comissões mais atrativas.
Em poucos anos, a base de usuários saltou de milhões para centenas de milhões, atingindo 377 milhões de fãs e 4,6 milhões de criadores em 2024. O sucesso do modelo também influenciou outras redes sociais, como Instagram e X, a adotarem ferramentas de conteúdo pago. No ano encerrado em 30 de novembro de 2024, a empresa registrou receita de US$ 1,4 bilhão e lucro antes de impostos de US$ 684 milhões, alta de 4% na comparação anual. Os pagamentos aos criadores somaram US$ 7,2 bilhões, um avanço de quase 10%.
Caso a negociação avance, o controle da empresa deve permanecer com o fundo familiar que detém as ações de Leonid Radvinsky.
Com informações do G1