Energia em Rondônia e Amazônia: tarifa social e agentes locais são a chave?

A universalização do acesso à energia elétrica em territórios tradicionais da Amazônia e de Rondônia ainda enfrenta desafios estruturais. Duas novas publicações da Rede Energia & Comunidades revelam falhas na implantação de sistemas, falta de diálogo com as comunidades e inadequações técnicas, como a instalação de equipamentos incompatíveis com a voltagem local.

Os relatórios analisam a realidade de territórios indígenas no Xingu (MT) e comunidades quilombolas em Abaetetuba (PA), além de comunidades extrativistas no litoral sul da Bahia. Recomendações incluem a ampliação da Tarifa Social de Energia Elétrica, a formação de agentes comunitários e a implantação de sistemas fotovoltaicos mais robustos.

Em comunidades como Campinhos, o programa Luz do Povo já garante gratuidade total da conta de energia para famílias de baixa renda. Além disso, o novo aplicativo do programa Luz para Todos, testado com sucesso em áreas remotas, promete agilizar a identificação de residências sem acesso à energia elétrica.

Os estudos reforçam a necessidade de tratar o acesso à energia como um direito fundamental, essencial para a dignidade, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável das comunidades tradicionais. As descobertas contribuíram para o desenho do Sandbox Regulatório Projeto Energias da Floresta, iniciativa da Aneel.

A falta de energia impacta diretamente a renda e a segurança alimentar. Sem refrigeração adequada, pescadores dependem de gelo para conservar produtos, elevando custos e reduzindo o valor de venda. Em muitos casos, a precariedade do serviço tem levado moradores a migrar para centros urbanos.

comunidade tradicional em santana do arari, no pará - foto: IEMA - energia elétrica
Foto: Reprodução/IEMA

Com informações do Portal Amazônia.

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