Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados vizinhos da Amazônia Legal, já foram um único território. Conflitos sociais e políticos, que perduraram por mais de um século, levaram à divisão, buscando atender às necessidades distintas das regiões norte e sul.
A vasta extensão territorial do antigo Mato Grosso gerava tensões devido às diferentes influências coloniais e interesses entre as regiões. Ideologias, conduções políticas e distâncias físicas eram fatores que acentuavam essas diferenças. A divisão visava o desenvolvimento de áreas subutilizadas, a segurança nacional e o equilíbrio político.
Em 11 de outubro de 1977, o Presidente-General Ernesto Geisel assinou o decreto de divisão. Na ocasião, ele destacou a necessidade de uma melhor distribuição territorial, impulsionada pelo desenvolvimento do país e pela ocupação de novas áreas. “Foi preocupação do meu governo abri o caminho no sentido de uma melhor divisão territorial do país…”, declarou Geisel.
Com a divisão, Cuiabá permaneceu como capital do Mato Grosso, enquanto Campo Grande foi definida como a capital do recém-criado Mato Grosso do Sul. A data da emancipação política e administrativa é celebrada como feriado em ambos os estados.

A divisão também tem implicações para a Amazônia Legal. Em 1953, o norte do Mato Grosso (abaixo do paralelo 16º de latitude Sul) foi incorporado à Amazônia Brasileira, através da Lei 1.806, integrando o estado à Amazônia Legal, uma área estratégica para o desenvolvimento sustentável da região.
Entender a história da divisão de Mato Grosso é fundamental para compreender a dinâmica política e econômica da região, com reflexos diretos em estados vizinhos como Rondônia.
Com informações do Portal Amazônia.