Suspeito de matar estudantes nos EUA pesquisou no ChatGPT como se livrar de um corpo

Investigadores revelaram que o homem acusado de matar dois estudantes nos EUA usou o ChatGPT para buscar informações sobre como descartar um corpo

Hisham Abugharbieh, de 26 anos, ex-estudante da Universidade do Sul da Flórida (USF), nos Estados Unidos, foi acusado de dois homicídios em primeiro grau com uso de arma pelas mortes de Zamil Limon e Nahida Bristy, alunos de doutorado na instituição. Limon era colega de quarto do suspeito.

De acordo com a NBC News, promotores afirmam que Abugharbieh fez perguntas ao ChatGPT três dias antes do desaparecimento das vítimas, incluindo o que aconteceria se uma pessoa fosse colocada em um saco de lixo e jogada em uma caçamba. Após receber uma resposta indicando que a situação era perigosa, ele teria insistido: “Como descobririam?”.

Um dia antes do sumiço, ele também teria perguntado à ferramenta de inteligência artificial se o número de identificação de um carro podia ser alterado e se era possível manter uma arma em casa sem licença. As informações constam em um pedido judicial para mantê-lo preso enquanto aguarda julgamento. Abugharbieh compareceu pela primeira vez à Justiça no sábado (25). Uma nova audiência está marcada para 28 de abril.

Segundo a polícia do condado de Hillsborough, o corpo de Limon foi encontrado na manhã de sexta-feira (24). Já Bristy segue desaparecida, e as buscas continuam. As vítimas, ambos com 27 anos, eram de Bangladesh. Eles desapareceram em 16 de abril, após serem vistos pela última vez em locais ligados à universidade. Limon pesquisava o uso de inteligência artificial em ciência ambiental e deveria apresentar sua tese de doutorado nesta semana, segundo a família. Bristy estudava engenharia química.

Investigadores encontraram evidências que ligam o suspeito ao crime, como objetos das vítimas em uma lixeira do condomínio e vestígios de DNA. Promotores também afirmam que ele comprou sacos de lixo e produtos de limpeza no período do desaparecimento. A polícia divulgou um cartaz com fotos dos estudantes desaparecidos.

Este caso levanta questões sobre o uso de inteligência artificial para fins criminosos e a necessidade de regulamentação. Recentemente, um adolescente de 13 anos foi detido nos EUA após perguntar ao ChatGPT como matar um amigo na escola. A OpenAI, criadora do ChatGPT, implementou novas ferramentas para controlar o uso por menores e avisar pais sobre conversas sensíveis.

Com informações do G1

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