Preço do petróleo recua após proposta iraniana, mas tensão geopolítica mantém barril em patamar elevado
O preço do petróleo apresentou queda nesta sexta-feira (1º), impulsionado pela divulgação de que o Irã apresentou uma nova proposta para retomar as conversas com os Estados Unidos, com a mediação do Paquistão. Apesar do recuo, a commodity continua sendo negociada acima de US$ 110 por barril.
Por volta das 11h30 (horário de Brasília), o barril do Brent – referência internacional – recuava 0,18%, sendo negociado a US$ 110,20. Já o petróleo de referência dos Estados Unidos registrava queda de 2,46%, fechando a US$ 102,49.
As incertezas em torno de um acordo para consolidar o cessar-fogo de três semanas persistem, especialmente após o líder supremo iraniano afirmar que o país manterá suas capacidades nucleares e de mísseis. Essa postura pressiona o governo dos EUA, que avalia alternativas para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo e gás.
A imprensa estatal iraniana informou que o país apresentou a nova proposta de diálogo aos Estados Unidos através do Paquistão. O mercado, após a forte alta da véspera, demonstrou sinais de estabilização. Na quinta-feira, o Brent para entrega em julho chegou a US$ 114,70, recuou para cerca de US$ 107 e encerrou o dia em US$ 110,40. Durante o conflito, o pico atingido foi de US$ 119,50, enquanto, antes da guerra, o barril era negociado em torno de US$ 70.
O feriado do Dia do Trabalhador impactou a movimentação das bolsas globais, com a maioria dos mercados fechados. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,6%. Já o Nikkei, no Japão, subiu 0,7%, e o S&P/ASX 200, na Austrália, avançou 0,9%. Nos EUA – onde os mercados operam normalmente –, os contratos futuros subiam após uma sessão de recordes. O S&P 500 avançou 1%, o Dow Jones subiu 1,6% e o Nasdaq renovou seu recorde.
O avanço foi impulsionado pelos resultados de grandes empresas. A Alphabet subiu 10% após divulgar lucro acima do esperado, enquanto a Meta caiu 8,7% devido à previsão de aumento de gastos com inteligência artificial. A Microsoft também recuou, após elevar suas estimativas de investimentos. Dados recentes indicam uma desaceleração da economia americana no início do ano, combinada com um avanço da inflação em março, ao mesmo tempo em que os pedidos de seguro-desemprego caíram, sinalizando uma menor taxa de demissões.
*Com informações da Associated Press
Com informações do G1