Madeira em MT: 44% da produção amazônica e o que muda

Mato Grosso se consolidou como o principal polo da produção de madeira nativa na Amazônia, respondendo por 44% das transações de madeira em tora entre 2010 e 2023. Apesar de uma retração de 38% nas vendas para o mercado interno em 2024, o estado viu um aumento de 81% nas exportações, com destaque para Estados Unidos, China e Europa.

A crescente demanda por rastreabilidade e conformidade ambiental, impulsionada por leis como a europeia antidesmatamento (EUDR) e acordos bilaterais, representa um desafio e uma oportunidade para a indústria madeireira mato-grossense. “O mercado, cada vez mais, exige informações sobre origem, legalidade e regularidade socioambiental dos produtos florestais. Esse é um ponto estratégico para a indústria madeireira, e Mato Grosso tem oportunidade de avançar nesse quesito”, afirma Leonardo Sobral, do Imaflora.

O estudo revela que a exploração madeireira em Mato Grosso ainda concentra-se em um grupo restrito de espécies (cedrinho, cupiúba, mandioqueira e itaúba), e que uma parcela significativa da área explorada (39%) não possui plano de manejo ou autorização oficial, levantando preocupações sobre a legalidade da extração.

Exploração de madeira na Amazônia
Foto: Reprodução/Imazon

Para manter a atividade em níveis sustentáveis, o estado precisa ampliar a área sob regime de Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) em 3,24 milhões de hectares e conectar o manejo sustentável ao ordenamento territorial. A análise completa está disponível na publicação “Produção madeireira sustentável no estado de Mato Grosso: realidade e oportunidades”.

Apesar de ser líder nacional em manejo de florestas nativas, Mato Grosso ainda enfrenta desafios com a exploração ilegal de madeira, especialmente nos municípios de Aripuanã, Colniza e Juara, que concentram um terço da área de manejo florestal do estado.

Com informações do Portal Amazônia.

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