O Pará se consolidou como o principal polo da cacauicultura brasileira, ultrapassando a Bahia em volume e valor da produção. Um estudo da Fapespa aponta que o estado é responsável por 50,6% da riqueza gerada pelo cacau no país, impulsionado pela valorização dos preços e pela eficiência das lavouras.
Em 2024, o Pará produziu cerca de 300 mil toneladas de cacau, representando 46,2% da produção nacional, ligeiramente acima dos 46,1% da Bahia. Municípios como Medicilândia, Uruará e Placas, na Região de Integração do Xingu, destacam-se como os principais produtores.
A expansão do cacau paraense também se reflete no mercado internacional. As exportações de amêndoas brutas cresceram 281,7% em 2025, com o Japão absorvendo 94,6% do total exportado. O cacau do Pará atingiu US$ 12,0/kg no mercado externo, superando a média nacional de US$ 10,3/kg.

Além dos benefícios econômicos, a cultura do cacau contribui para a sustentabilidade ambiental. A área reflorestada com cacau no Pará saltou de 38 mil para 165 mil hectares entre 2000 e 2024, capturando 19,8 mil toneladas de CO₂ anualmente. “Para se ter ideia, quando se fala de cacau, muitas das vezes a referência nacional é a Bahia. Só que o Pará já superou a Bahia no volume de produção. Hoje, nós somos responsáveis por 46,2% da produção, enquanto a Bahia é responsável por 46,1% da produção. Mas, em se tratando da riqueza gerada pela atividade o cacau e cultura, o Pará representa mais de 50% da riqueza produzida em território nacional”, pontuou o diretor de Estudos e Pesquisas da Fapespa, Márcio Ponte.
Com informações do Portal Amazônia.