Abelhas ‘dançam’ na Amazônia: como a comunicação salva colônias

As abelhas, essenciais para a manutenção da vida no planeta, possuem um complexo sistema de comunicação que varia entre as espécies. Para indicar a localização de alimentos, elas utilizam uma “dança” peculiar. “Já outras fazem movimentos com as asas e algumas fazem algum tipo de barulho”, explica a agrônoma Wilza Pinto, pesquisadora da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra).

Essa comunicação é vital para a sobrevivência das espécies e de suas colônias. “Com esses movimentos, elas transmitem informações entre si sobre onde estão as fontes de alimento, incluindo a disponibilidade, a localização exata e o cheiro”, diz Wilza Pinto. A coreografia e os movimentos funcionam como um verdadeiro GPS natural.

As abelhas Apis mellifera, com ferrão, realizam movimentos circulares para informar a localização do alimento, enquanto as abelhas nativas sem ferrão se comunicam por vibrações – um “treme-treme”. Quanto mais intensa a vibração, melhor a qualidade do alimento. Existem também espécies, como as mamangavas-de-chão, que utilizam sons para transmitir informações.

abelhas
Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

Estima-se que mais de 90% das plantas com flores dependem de polinizadores animais, sendo 87% deles abelhas. Algumas plantas dependem exclusivamente da polinização por abelhas, estabelecendo uma relação de mutualismo, onde ambas as espécies se beneficiam. “É importante preservar a vegetação para garantir a sobrevivência das abelhas e vice-versa, já que existe essa relação de mutualismo. Preservar o meio ambiente significa preservar todos os seres nele presente”, alerta Wilza Pinto.

Com informações do Portal Amazônia.

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