EUA vão avaliar IAs de grandes empresas antes do lançamento

Governo americano terá acesso antecipado a novas ferramentas de IA de empresas como Google, Microsoft e xAI para avaliar riscos

O governo dos Estados Unidos anunciou que passará a ter acesso antecipado a novos modelos de inteligência artificial (IA) desenvolvidos por grandes empresas de tecnologia, como Google DeepMind, Microsoft e xAI. A medida tem como objetivo avaliar essas ferramentas antes que elas sejam disponibilizadas ao público.

A iniciativa representa uma mudança significativa em relação à postura do ex-presidente Donald Trump, que defendia menor interferência governamental no desenvolvimento de tecnologias como a IA. Os acordos atuais retomam e adaptam compromissos firmados durante a gestão de Joe Biden, com novos termos.

Segundo informações do jornal “New York Times”, a Casa Branca também estuda a criação de um grupo de trabalho composto por representantes do governo e do setor tecnológico. Esse grupo teria a função de discutir formas de avaliar e revisar novos sistemas de IA antes de sua liberação.

O Centro para Normas e Inovação em IA (Caisi), ligado ao Departamento do Comércio, será responsável por realizar análises prévias ao uso das tecnologias e investigações específicas para entender seu funcionamento e potenciais riscos. “Uma ciência de medição independente e rigorosa é essencial para compreender a IA de ponta e suas implicações para a segurança nacional”, afirmou Chris Fall, diretor do Caisi.

A mudança de postura pode estar relacionada ao avanço de sistemas de IA mais poderosos. Um exemplo é o modelo “Mythos”, desenvolvido pela Anthropic, que não foi divulgado ao público devido à sua capacidade de identificar falhas de segurança digital, o que poderia representar riscos. A Agência de Segurança Nacional (NSA) já está testando o sistema.

O Caisi substituiu um órgão criado durante o governo Biden com foco na segurança da IA. Trump havia criticado esse tipo de regulação, revogando medidas anteriores sob o argumento de que poderiam prejudicar a competitividade dos Estados Unidos, especialmente em relação à China.

Com informações do G1

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