O povo Paiter Suruí, que vive na Terra Indígena Sete de Setembro, entre Mato Grosso e Rondônia, conquistou um marco histórico: a primeira verificação de serviços ecossistêmicos para a conservação de práticas e valores culturais da América Latina, concedida pelo FSC®.
A certificação reconhece os esforços da Cooperativa de Produção e Extrativismo Sustentável da Floresta Indígena Garah Itxa na manutenção de conhecimentos ancestrais, da língua e das espécies culturalmente importantes para o povo Suruí.
“Essa conquista é muito importante para ressaltar a importância da nossa cultura”, afirma Celso Lamitxab Suruí, representante da Cooperativa. “Ela é nossa sobrevivência, nossa essência”. A iniciativa surge em um contexto de crescente pressão sobre o ‘Arco do Desmatamento’.
A certificação FSC se baseia no Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) e no Etnozoneamento, construídos em conjunto com as lideranças e membros da comunidade, definindo zonas de uso sustentável da terra.

Além de fortalecer a identidade cultural, a iniciativa impulsiona a autonomia do povo Suruí através do manejo sustentável da castanha-da-Amazônia e do turismo Yabnaby, gerando renda e promovendo a educação ambiental.
A conquista abre a possibilidade de patrocínio para a conservação desses serviços ecossistêmicos, permitindo que empresas apoiem diretamente a proteção da cultura e do território Suruí.
Com informações do Portal Amazônia.