Cinema na escola de Codajás (AM): como projeto inspira alunos

Em Codajás, Amazonas, o projeto Amazônia das Palavras transformou o cinema em uma ferramenta de leitura e reflexão para estudantes da Escola Estadual Indígena Professor Luiz Gonzaga de Souza Filho. A iniciativa, que faz parte da quarta edição do projeto, levou oficinas literárias e atividades culturais à cidade, conhecida como a “Terra do Açaí”.

A oficina conduzida por Bete Bullara, especialista em cinema há décadas, provocou discussões sobre a importância do audiovisual na formação crítica dos jovens. Segundo Bete, o cinema é uma linguagem que precisa ser aprendida para que os alunos possam decodificar as mensagens e intenções por trás das imagens.

Em Codajás, projeto transforma cinema em ferramenta de leitura. Foto: Divulgação

“A fotografia e o cinema não são cópias da realidade. Existe uma escolha por trás de cada enquadramento, de cada iluminação, de cada posição de câmera. Tudo isso comunica alguma coisa. É importante que as pessoas aprendam a perceber essas escolhas e entendam que existe uma intenção por trás de cada produto audiovisual”, explica a oficineira.

Entre os estudantes, a oficina despertou novas percepções sobre o universo audiovisual. Rayjha Geamylle, de 14 anos, relatou que a experiência mudou a forma como ela enxerga o cinema, percebendo a complexidade da produção cinematográfica.

Em Codajás, projeto transforma cinema em ferramenta de leitura. Foto: divulgação

A iniciativa também foi bem recebida pela comunidade local, que destacou a importância de projetos culturais na cidade.

A expedição do Amazônia das Palavras segue para outros municípios do Amazonas, levando atividades educativas e culturais gratuitas para escolas e comunidades ribeirinhas. O projeto é patrocinado pela TAG, com apoio da Cigás e promoção da Fundação Rede Amazônica.

Em Codajás, projeto transforma cinema em ferramenta de leitura. Foto: Divulgação

A iniciativa visa fortalecer o ambiente educacional, aproximando os estudantes de novas experiências artísticas e literárias, além de ampliar o acesso a livros e diferentes formas de pensar o mundo.

Com informações do Portal Amazônia.

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