Um novo estudo publicado na revista Conservation Letters mapeia os riscos de derramamento de petróleo em áreas da Margem Equatorial brasileira, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. A pesquisa avaliou os impactos cumulativos de vazamentos, considerando simulações da trajetória do contaminante e a sensibilidade dos habitats marinhos.
As áreas costeiras do Ceará e Rio Grande do Norte, com produção já iniciada, apresentam maior probabilidade de danos a ecossistemas como pradarias marinhas, manguezais e recifes de corais. Já entre Pará e Amapá, a expansão da atividade petroleira coloca em risco os recifes mesofóticos, localizados entre 30 e 150 metros de profundidade.

O estudo, conduzido por pesquisadores do ICMBio, da Universidade do Porto e da UFBA, identifica regiões prioritárias para monitoramento ecológico e planos de contingência, especialmente na Bacia Potiguar. A pesquisa também aponta áreas com maior integridade ecológica na Bacia da Foz do Amazonas, adequadas para a criação de novas áreas marinhas protegidas.
A análise considera os 15 blocos em produção na Bacia Potiguar, além de 34 blocos com potencial de exploração e 75 blocos em possível oferta. O estudo ressalta a importância de aprender com o derramamento de óleo no Nordeste (2019-2020) para evitar futuros desastres e proteger as comunidades locais que dependem da pesca e do turismo.
“As consequências de episódios de derramamento são frequentemente difíceis de serem mensuradas, tanto pelo conhecimento ainda limitado sobre muitos ecossistemas quanto pela vulnerabilidade socioambiental das regiões costeiras”, afirma Rafael Magris, autor principal do artigo.
Com informações do Portal Amazônia.