A decisão de adquirir um veículo envolve mais do que a simples escolha do modelo ou da cor. Para quem busca saúde financeira, é preciso analisar a operação sob a ótica de custos fixos, variáveis e a desvalorização do patrimônio. Em análise recente, o planejador financeiro certificado e especialista em finanças comportamentais, Jeff Patzlaff, destaca que o ponto de partida deve ser a distinção entre necessidade real e desejo de consumo.
Ao optar pela compra, o consumidor deve estar atento ao fato de que a parcela do financiamento é apenas uma parte do gasto. Existem custos acessórios, como IPVA, seguro, manutenção preventiva e documentação, que podem representar cerca de 12% ao ano do valor total do veículo. Além disso, há a depreciação, que é a perda de valor de mercado do bem, ocorrendo de forma mais acentuada nos primeiros dois anos de uso.
No caso de financiamentos, a recomendação técnica é que o consumidor não foque apenas no valor da parcela mensal, mas sim no Custo Efetivo Total (CET). O CET engloba não apenas a taxa de juros nominal, mas também taxas administrativas, impostos (como o IOF) e seguros embutidos, revelando o custo real da operação de crédito.
Para quem roda longas distâncias — geralmente acima de 1.500 km por mês — ou utiliza o veículo como ferramenta de geração de renda, como no caso de motoristas de aplicativo, a compra tende a ser a opção mais vantajosa. Nesses cenários, o valor do bem é diluído ao longo de um uso intensivo, tornando a propriedade mais eficiente financeiramente.
Já a assinatura de veículos surge como uma alternativa de aluguel de longo prazo. Nesse modelo, o cliente paga uma mensalidade que costuma variar entre 2% e 4% do valor do carro, com a vantagem de que IPVA, seguro e manutenção já estão inclusos no pacote. Essa modalidade oferece maior previsibilidade de gastos, eliminando surpresas com reparos inesperados.
A assinatura é especialmente indicada para quem prefere trocar de carro a cada um ou dois anos, evitando a fase de maior depreciação do veículo, ou para quem deseja evitar a imobilização de capital em um ativo que perde valor rapidamente, como ocorre com modelos de luxo ou de alta gama.
Com informações do G1