As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a alta tecnologia e a transição energética global. Com propriedades eletrônicas e magnéticas únicas, esses minerais são fundamentais para a fabricação de smartphones, motores de carros elétricos e turbinas eólicas, tornando-se peças-chave na geopolítica econômica do século XXI.
O Brasil detém uma posição estratégica, com aproximadamente 21 milhões de toneladas em reservas, ficando atrás apenas da China. No cenário regional, os principais depósitos minerais estão localizados em estados como Goiás, Minas Gerais e, especificamente na Amazônia, no município de Presidente Figueiredo

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Apesar do potencial, o país ainda enfrenta o desafio do valor agregado. Enquanto a China domina a cadeia produtiva, o Brasil opera majoritariamente no estágio de “Concentrado (MREC)”, comercializado entre US$ 5 e 15/kg. Para comparação, produtos finais como motores de veículos elétricos podem ultrapassar os US$ 2.000/kg

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Para reverter esse cenário, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCTI) desenvolveu um mapa estratégico para o período 2026–2040. O objetivo é deslocar o Brasil da simples extração para a industrialização, capturando maior valor econômico e desenvolvendo capacidades tecnológicas nacionais.
O estudo mobilizou especialistas em geologia, mineração e sustentabilidade para definir como o país pode ampliar sua participação em segmentos de maior intensidade tecnológica, transformando a abundância de recursos naturais em desenvolvimento industrial real.
Com informações do Portal Amazônia.