Expectativa de inflação para 2026 cai pela sexta semana consecutiva

O mercado financeiro reduziu, mais uma vez, a estimativa para a inflação em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), a projeção caiu para 5,02%. Este movimento marca a sexta semana consecutiva de recuo nas expectativas dos analistas.

O relatório é elaborado com base em uma pesquisa semanal realizada com mais de 100 instituições financeiras, servindo como um termômetro para a condução da política monetária no Brasil.

A queda na estimativa ocorre mesmo diante de um cenário externo complexo. A retomada de conflitos no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, o que gera pressão sobre a inflação brasileira, especialmente por meio do aumento dos combustíveis. Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu novas rodadas de negociações, o Irã segue impondo condições para o diálogo.

Além de 2026, o Boletim Focus detalhou as projeções para os anos seguintes: para 2027, a expectativa permaneceu em 4,22%; para 2028, a previsão continuou em 3,80%; e para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%.

Desde o início de 2025, o Brasil adotou o sistema de meta contínua, onde o objetivo central é manter a inflação em 3%. O índice é considerado dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.

Para o consumidor, esse dado é fundamental, pois a inflação impacta diretamente o poder de compra. Quando os preços sobem e os salários não acompanham esse ritmo, a população — especialmente as famílias de renda mais baixa — consegue comprar menos produtos e serviços com a mesma quantia de dinheiro.

No campo dos juros, o mercado financeiro ainda prevê mais um corte na taxa Selic este ano, embora a inflação ainda esteja acima da meta central para o primeiro trimestre de 2028. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14% ao ano, após quatro reduções já efetuadas em 2025.

As projeções para a Selic nos próximos anos são de 13,75% ao ano para o fim de 2026, 12% ao ano para o fechamento de 2027 e 10,50% ao ano para o fim de 2028.

Quanto à atividade econômica, houve um leve recuo na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, que passou de 1,99% para 1,98%. O PIB, que soma todos os bens e serviços produzidos no país, havia registrado uma expansão oficial de 2,3% no ano passado, segundo o IBGE. Para 2027, a projeção de crescimento caiu de 1,57% para 1,52%.

Por fim, a taxa de câmbio manteve-se estável nas previsões. O mercado projeta o dólar a R$ 5,20 ao fim deste ano e a R$ 5,28 para o fechamento de 2027.

Com informações do G1

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