Entre agosto de 2025 e maio de 2026, a Amazônia registrou uma redução de 37,5% nos alertas de desmatamento, o menor valor já contabilizado na série histórica para esse período. No mês de maio, a queda foi ainda mais expressiva, atingindo 61,4% em comparação ao período anterior. Os dados, produzidos pelo Inpe e divulgados pelo presidente Lula, reforçam a eficácia do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).
A ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou que esses resultados são fruto da integração entre ciência e políticas públicas. “Essa capacidade foi construída pela ciência nacional e permite acompanhar, com precisão e transparência, o que acontece em nossos biomas”, afirmou a ministra, ressaltando que o monitoramento de precisão é a base para combater o negacionismo e as práticas ilegais no território.
Para o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, a precisão técnica dos dados do Inpe permite que a fiscalização atue de forma mais assertiva. “Qualquer organização internacional pode auditar os dados do Inpe, pois eles são absolutamente técnicos e exatos e mostram que estamos agindo contra o desmatamento ilegal ou a exportação ilegal de madeira”, pontuou o ministro.

O governo federal tem investido na modernização da infraestrutura tecnológica para ampliar a soberania no monitoramento dos biomas. Entre as principais medidas estão a aquisição do supercomputador Jaci e a recomposição do quadro de servidores do Inpe, visando processar volumes massivos de dados de observação da Terra com maior agilidade.
Um dos maiores avanços é o desenvolvimento dos satélites Amazônia-1B e CBERS-6, em parceria com a China. O novo equipamento utilizará a tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR), que permite capturar imagens mesmo sob cobertura de nuvens, eliminando a principal barreira climática para a fiscalização ambiental e o monitoramento de desastres naturais na região amazônica.
Com informações do Portal Amazônia.