Desmatamento na Amazônia cai 37,5%: o que muda na fiscalização da região

Entre agosto de 2025 e maio de 2026, a Amazônia registrou uma redução de 37,5% nos alertas de desmatamento, o menor valor já contabilizado na série histórica para esse período. No mês de maio, a queda foi ainda mais expressiva, atingindo 61,4% em comparação ao período anterior. Os dados, produzidos pelo Inpe e divulgados pelo presidente Lula, reforçam a eficácia do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

A ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou que esses resultados são fruto da integração entre ciência e políticas públicas. “Essa capacidade foi construída pela ciência nacional e permite acompanhar, com precisão e transparência, o que acontece em nossos biomas”, afirmou a ministra, ressaltando que o monitoramento de precisão é a base para combater o negacionismo e as práticas ilegais no território.

Para o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, a precisão técnica dos dados do Inpe permite que a fiscalização atue de forma mais assertiva. “Qualquer organização internacional pode auditar os dados do Inpe, pois eles são absolutamente técnicos e exatos e mostram que estamos agindo contra o desmatamento ilegal ou a exportação ilegal de madeira”, pontuou o ministro.

Imagem aérea de sobrevoo de monitoramento de desmatamento na Amazônia no município de Lábrea, Amazonas, realizado em 26 de março de 2022.
Monitoramento de desmatamento na Amazônia no município de Lábrea, no Amazonas, em março de 2022. Foto: Divulgação/Greenpeace

O governo federal tem investido na modernização da infraestrutura tecnológica para ampliar a soberania no monitoramento dos biomas. Entre as principais medidas estão a aquisição do supercomputador Jaci e a recomposição do quadro de servidores do Inpe, visando processar volumes massivos de dados de observação da Terra com maior agilidade.

Um dos maiores avanços é o desenvolvimento dos satélites Amazônia-1B e CBERS-6, em parceria com a China. O novo equipamento utilizará a tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR), que permite capturar imagens mesmo sob cobertura de nuvens, eliminando a principal barreira climática para a fiscalização ambiental e o monitoramento de desastres naturais na região amazônica.

Com informações do Portal Amazônia.

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