Desmatamento na Amazônia cai 60% em maio: o que muda para a região

O Governo Federal divulgou dados do sistema Deter que apontam uma queda de 60% no desmatamento na Amazônia em maio de 2026, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. No Cerrado, a redução foi de 12%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a transparência dos números e o esforço para atingir o desmatamento zero até 2030.

A divulgação ocorre em um momento de tensão diplomática. Lula criticou o ‘tarifaço’ dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, alegando que o governo americano utiliza a questão ambiental como justificativa para punir o Brasil com taxações maiores.

Presidente Lula
Presidente Lula, em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente afirmou que a estratégia agora é levar esses dados ao consumidor americano para provar a eficácia do combate à devastação. “A minha guerra é narrativa”, ponderou Lula, ao criticar a forma como o presidente Donald Trump conduz as negociações diplomáticas e as pressões externas.

Por outro lado, investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) apontam falhas na fiscalização, como fraudes no CAR e subornos para ‘lavar’ a produção de madeira e gado. O relatório indica que 91% do desmatamento na Amazônia ocorreu na ilegalidade entre 2023 e 2024.

áreas degradadas pelo Desmatamento na Amazônia foto Greenpeace
Em comparação ao ano passado, desmatamento aponta redução de 60% na devastação do bioma. Foto: Reprodução/Greenpeace

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, classificou a acusação norte-americana como injusta, ressaltando que a queda de 61,4% em maio é histórica. O objetivo do governo agora é fechar o ciclo de 12 meses, em 31 de julho, com o menor índice de desmatamento da história da Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário