O economista Osíris M. Araújo da Silva manifestou surpresa ao analisar o relatório de despedida de Eduardo Taveira, ex-secretário de Meio Ambiente do Amazonas (SEMA-AM), divulgado em redes sociais. No texto, Taveira descreve sua trajetória de quase oito anos como uma “aventura”, destacando a dificuldade de gerir a pasta diante do agravamento da crise climática, com secas e cheias históricas, além de incêndios florestais.
Em sua retrospectiva, o ex-gestor ressalta a valorização do Sistema Estadual de Meio Ambiente através do PCCR e do primeiro concurso público da SEMA e do IPAAM. Taveira afirma que, em 2025, foi atingido o “menor índice de desmatamento dos últimos oito anos”, com a redução de quase 80% do corte raso em Unidades de Conservação (UCs) e a implementação de contratos de REDD+

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O relatório também elenca avanços na bioeconomia, como a primeira venda legal de quelônios manejados em Carauari e a criação da maior rede de monitoramento do ar do Brasil, abrangendo 62 municípios. Taveira menciona ainda a consolidação do programa Recicla, Galera, no Festival de Parintins, e a retomada do protagonismo do Amazonas em negociações climáticas globais.
Contudo, Osíris Araújo questiona a falta de transparência sobre os benefícios sociais e econômicos reais para a população amazonense. O autor indaga quais foram os ganhos mensuráveis do estado no trinômio “produzir, defender e conservar sustentavelmente o bioma”, sugerindo que a sociedade necessita de uma prestação de contas mais detalhada.
A crítica se estende à integração entre o Polo Industrial de Manaus (PIM) e a bioeconomia, apontando o silêncio do governo estadual e de órgãos como Sedecti, Sepror/Idam e Sefaz. O economista alerta que o setor primário ainda representa pouco mais de 3% do PIB do Amazonas, expressando preocupação com a viabilidade econômica do estado até 2073.
Com informações do Portal Amazônia.