O Brasil enfrenta um grave problema de eficiência no saneamento básico. De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, baseado em dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), o país desperdiça 39,53% de toda a água tratada antes que ela chegue às residências.
Para se ter uma ideia da magnitude do problema, o volume de perdas físicas em 2024 equivale a 4,8 mil piscinas olímpicas desperdiçadas por dia, ou 4,5 vezes o volume do Sistema Cantareira ao longo de um ano

.
A ineficiência é ainda mais crítica na região Norte e Nordeste. Estados da Amazônia Legal apresentam índices alarmantes: Roraima lidera com 65,97% de perda, seguido pelo Pará (57,33%), Maranhão (56,68%) e Acre (56,48%), todos significativamente acima da média nacional.
Essas perdas ocorrem principalmente devido a vazamentos na rede, erros de medição e consumos não autorizados. A situação impacta diretamente a regularidade do abastecimento e a sustentabilidade dos sistemas hídricos locais.
Para tentar reverter o cenário, a Portaria 788/2024 estabeleceu a meta de reduzir as perdas na distribuição para 25% até 2033. Atualmente, apenas o Piauí (24,61%) e Goiás (27,13%) estão próximos de atingir esse patamar.
A redução do desperdício é vista como a medida de maior impacto imediato para a população, exigindo a ampliação de investimentos e a priorização do controle de perdas nas agendas de saneamento básico dos estados.
Com informações do Portal Amazônia.