As seleções masculina e feminina de ginástica artística estão classificadas para o Mundial da modalidade, que será realizado entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda. As vagas foram asseguradas no Campeonato Pan-Americano, que ocorre até domingo (21), no Rio de Janeiro.
O evento no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que começou nesta quarta-feira (17), marcou a volta da campeã olímpica Rebeca Andrade às competições após 20 meses.
A ginasta de 27 anos alcançou a melhor pontuação do salto, com média de 14.459 pontos, após 14.533 de nota na primeira tentativa e 14.166 na segunda. Ela se classificou para a final do aparelho, neste domingo, às 9h30 (horário de Brasília).
“Consegui voltar no alto nível de novo. Mesmo sem ter feito os meus dois saltos mais difíceis, é algo que me orgulha bastante”, afirmou Rebeca.
Competições
Além de Rebeca, o Brasil terá representantes nas finais das barras assimétricas (Gabriela Bouças e Sophia Weisberg), da trave (Thais Fidélis e Julia Soares – que alcançaram as duas melhores notas do aparelho) e do solo (Sophia e Thaís). As duas últimas ainda vão disputar medalhas nesta sexta-feira (19), a partir de 9h, no individual geral.
Para competição por equipes, cada país elencou no máximo quatro ginastas por aparelho, valendo a somatória das três melhores notas em cada.
O Brasil acumulou 157.796 pontos, garantindo a medalha de prata. Os Estados Unidos ficaram com o ouro (161.628 pontos). O Canadá (156.997) completou o pódio. Argentina (154.397) e México (151.096) também se credenciaram ao Mundial.
No masculino, a seleção brasileira ficou na quarta colocação e assegurou a última vaga mundialista. Na somatória dos aparelhos, o Brasil obteve 234.927 pontos, ficando atrás de Canadá (243.026), Colômbia (241.594) e Estados Unidos (235.961), que ocuparam o pódio.
O país terá dois ginastas competindo por medalhas na sexta, nas disputas do individual geral: Diogo Soares e Vitaliy Petrov. O primeiro também se classificou para as finais por aparelho do cavalo com alças, das barras paralelas (ao lado de Caio Souza) e da barra fixa (com Arthur Nory). Já Vitaliy decidirá um lugar no pódio no solo.
“Estávamos o tempo inteiro pensando na composição da equipe para conseguirmos essa vaga para o Mundial, e agora ela é nossa. Fizemos nossa parte”, destacou Nory, bronze no solo na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, à assessoria de imprensa da CBG.
O Mundial de Roterdã classifica as três melhores equipes masculinas e as três melhores do feminino diretamente à Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028. Nos Jogos de Paris, em 2024, o Brasil conquistou uma histórica medalha de bronze entre as mulheres. O quinteto responsável pelo feito inédito reuniu Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Lorrane Oliveira.
Fonte: EBC