A paixão pelo futebol criou um vínculo umbilical entre Brasil e Haiti, transformando o esporte em ferramenta de solidariedade e função social. Para o manauara José Aurélio, de 41 anos, que viveu cinco anos em Porto Príncipe como técnico operacional, essa conexão é evidente no dia a dia e no respeito profundo que o povo caribenho nutre pela cultura brasileira

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Essa admiração tem raízes históricas, especialmente no “Jogo da Paz” de 2004, quando a Seleção Brasileira visitou o Haiti em meio a uma guerra civil e conseguiu paralisar os conflitos por 90 minutos. “No Haiti, a relação entre brasileiros e haitianos é de muito respeito, não temos problemas com eles e eles não têm problemas com a gente”, recorda José Aurélio

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A expectativa agora gira em torno da Copa do Mundo de 2026, onde Brasil e Haiti estão no mesmo grupo. A classificação haitiana, a primeira desde 1974, parou o país em celebrações intensas. José, que assistirá ao duelo em Manaus, admite que seu coração ficará dividido, embora aposte em uma vitória brasileira por 3 a 1

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Atualmente em férias na capital amazonense para matar a saudade da família e da culinária local, como o tambaqui e o açaí, o manauara avalia novas oportunidades profissionais. “Até então, eu não tenho nenhum plano para retornar para o Haiti”, afirma, enquanto analisa propostas para trabalhar no Paraguai
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Com informações do Portal Amazônia.