As Florestas Públicas Não Destinadas (FPNDs) da Amazônia permanecem como as áreas mais vulneráveis ao desmatamento, à degradação e à grilagem de terras. Segundo o 4º boletim do Observatório das Florestas Públicas, a falta de uma definição oficial de uso por parte do Estado torna esses territórios alvos fáceis para crimes ambientais

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O documento alerta que as eleições de 2026 serão decisivas para a proteção dessas áreas. A escolha de representantes sem compromisso ambiental pode enfraquecer instituições de fiscalização e ampliar a tolerância à grilagem. “Em 2026, as eleições devem coincidir com um intenso El Niño”, destaca Catarina Nefertari, co-diretora executiva da Amazônia de Pé, reforçando a urgência de políticas de adaptação climática.
A vulnerabilidade é agravada por registros irregulares no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Atualmente, cerca de 31 milhões de hectares de CAR incidem sobre florestas públicas, estimulando a especulação fundiária. O levantamento aponta que 78% das áreas desmatadas nessas terras são convertidas em pastagens

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A pressão é mais severa em estados como Amazonas, Pará e Roraima, especialmente próximas a eixos de infraestrutura como a BR-163, BR-174 e a BR-319. No Amazonas, as FPNDs responderam por 45% da área desmatada entre 2024 e 2026, evidenciando o risco em corredores de expansão territorial

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Para reverter o cenário, especialistas defendem a destinação formal dessas terras para a criação de áreas protegidas. “Destinar essas florestas públicas para criação de áreas protegidas, como já é previsto por lei, é uma das principais estratégias para reduzir os impactos dos eventos climáticos extremos”, afirma a pesquisadora Rebecca Maranhão, do IPAM.
Com informações do Portal Amazônia.