A última noite do 59º Festival de Parintins, no domingo (28), foi marcada por muita emoção na apresentação do Boi Caprichoso. O destaque ficou por conta de Marciele Albuquerque, que celebrou dez anos como Cunhã-Poranga, e de sua mãe, Néia Albuquerque, que surpreendeu o público na arena.
Néia, que mora em uma comunidade rural de Juruti, no Pará, entrou no Bumbódromo para representar as famílias ribeirinhas e indígenas que vivem da produção de farinha. A atividade, que passa de geração em geração, é um símbolo da identidade cultural e da economia da região amazônica.
A participação de Néia trouxe um toque pessoal ao espetáculo, já que a família de Marciele também mantém a tradição do cultivo da mandioca e da fabricação artesanal de farinha. Com isso, o Caprichoso transformou a história da família em um símbolo de resistência dos povos da floresta.
Já Marciele Albuquerque brilhou ao comemorar sua década defendendo o posto de Cunhã-Poranga. Ela surgiu conduzida por um pássaro alegórico durante a lenda “Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente”, ao som da toada “Maracás do Rio Negro”.
A performance da representante azul e branca exaltou a força da mulher amazônica e a herança do povo Munduruku, do qual Marciele faz parte. A apresentação contou com a megaestrutura do artista Gereca Pantoja, culminando na performance final diante dos jurados.
O encerramento de Marciele no festival uniu a grandiosidade do show com o reconhecimento às raízes indígenas e às famílias que preservam as tradições da Amazônia.
Com informações de O Fuxico.